O que falar do desacreditado Vander? “O Vander que, às vezes, tem boas jogadas, mas até que acerte, consegue acabar com a paciência de todo o Barradão e cada torcedor em casa.” Falei num outro texto, e depois de algum tempo apenas nos tirando a paciência, e já nem entrando nos jogos, quando ninguém além do Mancini esperava algo dele, ele nos surpreendeu. Com o gol de empate, no final do primeiro tempo, Vander fez o que ninguém no Vitória conseguia fazer, efetuar um chute com objetividade.
Não foi a primeira vez que o Vitória chegou à área adversária, mas como de costume, o leão chega, mas tem dificuldades em balançar as redes. Por alguma razão, quase que em todos os chutes a gol do Dagoberto, ouço o narrador da partida dizer com decepção “ele recuou para o goleiro”, e essa falta de força nos chutes e, às vezes, falta de direção se estende por todos em nosso elenco que ousam chutar a gol.
A boa partida do Vander não se resumiu ao gol. Ele transformou em gol o volume de jogo que o Vitória apresentava, principamente com a expulsão do jogador do Sport. E partiu do Vander o lance para o nosso terceiro gol, cruzando a bola para o Nickson.
Outo a se destacar foi o Euller, que também sempre contou com a falta de crença e de paciência do torcedor. A crescente do Euller já era notada, ele vinha jogando bem ao substituir o Renan que está fazendo a lateral direita, diante das ausências dos nossos “sempre contundidos”, o garoto da base vem desempenhando seu papel com confiança, mesmo diante da indestrutível desconfiança de alguns, atacando muito bem, trazendo bolas à linha de fundo e nessa noite corou essa nova fase com um gol, que nos levou à virada.
Três zagueiros em casa, quem esperava isso? Essa é a formação que eu defendo, três homens atrás, nos dando um vitória com mais homens no meio, trazendo ainda mais os laterais ao ataque. Ter três zagueiros não nos torna defensivos se não jogarmos defensivos. E é o que o Mancini tem feito, em dois jogos com essa formação, conquistamos duas vitórias, e em algum momento nos dois jogos, chegamos a ter dois gols na frente. E com um homem a mais, abriu mão de um volante, para a entrada de um atacante, nos fazendo incontestavelmente ofensivos.
O Vitória exercia domínios sobre o Sport, desde o início do jogo mostrava mais volume, mas numa bola viu o Sport abrir o placar, para não perder o costume. Apenas contra os gaúchos o Vitória não tomou gol antes de fazer o seu. O zagueiro do time pernambucano dominou na área com liberdade, diante de um Vitória com três zagueiros, e chutou, abrindo o placar no Barradão.
Voltamos a vencer, em casa, e com três gols e dois homens a mais, a nossa vitória parecia garantida e sem risco, ousei a achar que enfim melhoraríamos o saldo de gols, enfim ganharíamos por mais que um gol, e daí o rubro-negro pernambucano ousa esboçar uma reação, e tomamos um gol de um time com dois jogadores a menos.
Se a nossa base se destacava e chegamos a ter ainda Yan e Rafaelson em campo, além dos já citados, no que deve ter sido o nosso jogo com maior presença da fábrica de talentos. E pudemos ver porque o Mancini se negou, no inicio do ano, a ter o Rafaelson como nosso homem de área, e diante da ausência do Kieza, prefere mudar o esquema de jogo. Destoando dos outros garotos da base, o Rafeelson não surpreendeu a ninguém.
Sobre os reforços... chegou um garoto estrangeiro para a base, um investimento entre o Vitória e o River Plate, ele vem para o sub-20, mas pode ser integrado ao profissional, esperar pra ver seu desempenho. O outro reforço é o boliviano que já está nas manchetes desde a Copa América, quando estava nos EUA com a seleção boliviana. Ainda vai fazer exames, nada assinado, mas vem motivado, e o Mancini já espera contar com ele para o próximo jogo. Rhayner, e Escudero são só incertezas.
O nome do meia Lucas Mugni foi ventilado, no futebol brasileiro ele ainda não é ninguém, chegou com prestígio ao Flamengo, revelação em seu antigo clube, chegou para herdar a 10 do Zico, não convenceu. Foi especulado no Atlético Paranaense, mas não quis ir. Quem sabe consiga fazer seu nome com outra camisa rubro-negra. O Maxi também não deu certo no Flamengo e se destacou aqui na Bahia, vamos esperar para ver. Mas parece que ele sustenta uma esperança de se destacar no Rio de Janeiro e vive a recusar empréstimos.
Sobre o próximo jogo, eu tenho uma dúvida. O Cruzeiro, recente bicampeão brasileiro, mas não muito bem nesse ano, dentro dos critérios para as vitórias rubro-negras é considerado digno de um bom jogo do Vitória, ou não poderemos ter esperanças?
Não importa, pois sempre tenho esperanças. E essa história de vencer apenas os grandões quase ia abaixo diante da ponte, e já está para cair no esquecimento diante do jogo de hoje.
Vale lembrar que esses três pontos não apagam os outros tropeços, e vencer com a ajuda da base não descarta a necessidade de reforços.
Bora Vitória!
Cada Vez Maior!

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