domingo, 12 de junho de 2016

Hobin Hood




É interessante olharmos o que o vitória tem feito nesse campeonato. Se lembrarmos do jogo contra o Corinthians, qualquer torcedor é capaz de ousar a afirmar com plena certeza que o Vitória veio para disputar as primeiras colocações, provavelmente vai para a libertadores, e tem condições de lutar pelo título. Um vitória que não sente o gol, mas reage, jogando de igual pra igual contra o atual campeão brasileiro. Uma equipe organizada, na qual todo mundo marca, e ataca perigosamente.

Além de desbancar e forte e temido campeão, o Vitória, mais uma vez em casa, consegue mais três pontos de ninguém menos do que o líder do campeonato. Este ostentava seus tantos jogos sem derrota, mas não foi nada diante de um vitória que soube fazer pressão desde o apito inicial, e com mérito abriu o placar e o defendeu, com falhas sim, mas com competência.

Porém, olhando um pouco mais, vemos um time com um defesa fragilizada, que em seu primeiro jogo foi goleado pelo recém-subido Santa Cruz. Com fama de ressuscitar o piores do campeonato, o vitória soube facilmente tirar a paciência do seu torcedor, ao quase perder para o América-MG, sim que foi fora de casa, mas o Coelho ainda se arrastava na lanterna do campeonato, sem nenhuma vitória, que quase veio diante do vitória, mas conseguimos o empate.

E o jogo se repetiu, o time capaz de vencer e empatar diante dos candidatos ao título, é o mesmo que nada faz diante dos que ocupam as piores posições.

Eu não acompanhei a partida desde o apito inicial, não vi a postura do time nos primeiros minutos, mas creio que a saída do Flávio bagunçou o nosso meio campo, que já não é nenhuma referência de criação e toque de bola. Não vou negar a qualidade do Thiago Real, mas ele entrou um pouco perdido, antes de sua última estadia no departamento médico, ele estava ocupando um lugar mais ao ataque, junto ao Leandro Domingues, em vez de o substituindo. O Flávio por sua vez, vinha trabalhando na meiúca, fazendo a bola chegar ao ataque.

E daí foi uma tristeza, algumas boas jogadas do Marinho, estragadas por seu individualismo, muitas vezes exagerado, que o impede de ver a presença de um companheiro mais bem posicionado. Colocamos, sim, algumas bolas na trave, mas também tomamos, logo antes de vir o gol da estrela solitária.

O vitória tentou esboçar uma reação, algumas chances surgiram, mas nada da garra e da organização daquele time rubro-negro que há algumas rodadas encarou muito bem o campeão brasileiro de 2015.

Se o problemas era a “Marinhodependência”, não sei qual foi o problema no jogo de hoje, porque Marinho esteve em campo, e durante os 90 minutos.

Nem tudo foi terrível, nos acréscimos do segundo tempo, no apagar das luzes, no final daquele longo sofrimento, porém tarde demais para a virada, conquistamos 1 ponto fora de casa, para os que se satisfazem em ganhar um ponto só por jogar longe de seus domínios.

Não vou mentir dizendo que não comemorei, que não gritei e pulei, na verdade, por um instante voltei a acreditar que daria até pra reverter o placar, o que deixei de acreditar logo em seguida, pois o apito final já se aproximava.

Agora resta-nos acreditar que o Mancini vai arrumar o nosso time, que a nossa diretoria vai dar opções ao treinador, e que haverá raça, técnica e obediência tática nesse time, para surpreender aos que não acreditam, e alcançar as expectativas dos loucos, como eu, que até mesmo no título ainda acredita.

Bora Vitória!

#CadaVezMaior

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