Um misto de “empate com gosto de vitória” com “merecia sair com a vitória”, esse é o retrato desse jogo do Vitória.
Seguindo a ordem dos acontecimentos dentro de campo, apesar da minha vontade de reclamar do quanto nossa defesa é vazada, venho primeiro reclamar mais uma vez de nosso ataque. Ataque do Vitória, olha quem são vocês, por gentileza, K9, goleador no Náutico e no Jahia, óbvio que a responsa com a camisa rubro-negra é muito maior, na série A... Mas tu é o homem gol! Então por favor, faz isso! O defendi quando reclamou que não estava recebendo as bolas, recebeu, o Marinho parou de prender a bola, e o Kieza deu um chutinho de criança. Outro com as pernas fracas é o Dagoberto, Você é pentacampeão brasileiro! Pode mais que isso!.
Diante de um bom goleiro que é o Fábio, com muito volume de jogo e ofensividade, o Vitória se limitou a perder chances de abrir o placar no início do primeiro tempo. E como bem dizem, A bola pune.
Se o torcedor rubro-negro pode ter uma certeza antes mesmo de a bola rolar é que o Vitória tomará ao menos um gol. Se não houvéssemos conseguido um 1X0 sobre do Internacional, eu diria que os jogadores foram proibidos de deixar os gramados sem tomar gol. Trocamos de goleiro, o nosso pegador de pênalti saiu por contusão, para a entrada do nosso frio e confiante Caíque, mas as bolas continuam a entrar. Mudamos o esquema de jogo na defesa, se jogávamos com dois homens na zaga, afim de aumentar a confiança, há alguns jogos temos três defensores, e em nenhum deles o Vitória foi capaz de terminar um jogo sem tomar gol.
E na manhã deste domingo não foi diferente. Depois de várias tentativas infrutíferas, o Cruzeiro abriu o placar. O que sinceramente não me preocupou, já que o Vitória tem repetidas vezes sido acordado pelo gol adversário, para então esboçar uma reação. E daí Ramon foi expulso. Logo pensei que não mudaria muito o esquema, continuaríamos com um ataque que agride bastante, o meio permaneceria o mesmo, e em situações de risco os laterais poderiam recompor a defesa. Mas o Cruzeiro fez o segundo.
Um balde de água fria para quem acreditava na reação. O que não atingiu de jeito algum os jogadores. O Marinho parecia querer jogar o seu talento na cara do Cruzeiro, time que não o aproveitou, e incomodou muito o time celeste.
Outro com passagem na toca mineira, Renan, aproveitou a marcação do pênalti diante das investidas do Marinho. E como sempre, não desperdiçou o pênalti e pôs mais um gol em sua conta. A essa altura toda a esperança já havia voltado.
Para os que não acreditavam num bom jogo do vitória no Mineirão, o Vitória surpreendeu e calou um Mineirão lotado de camisas azuis. Uma reação que eu já conhecia, mas vinha sentindo falta há um tempo, uma raça admirável que deixou quem nem mesmo acreditava no empate sentido por não termos ganhado.
E dos pés de quem saiu o empate? Do craque Vander, daqui a pouco estão gritando “Vander é seleção!”. Exageros à parte, há quem não esteja convencido nem mesmo com esses dois gols, confiança de total da torcida não deve mesmo ter recuperado, um lugar no time também está difícil. Mas quem sabe voltou para ser aquele 12º jogador, um trunfo no banco para tentar resolver no segundo tempo. Me empolguei demais? Mas para quem está sonhando com o G4, acreditar em Vander não é muito esforço depois dos últimos dois jogos.
Boatos de mais um estrangeiro chegando. Houve um ano, uns 3 anos atrás, em que tínhamos um estrangeiro no ataque e outro no meio de campo, terminamos nas portas do G4. Com essa fase em que até o Vander faz gol, não duvido nada numa subida história, sabe lá quantos jogos de invencibilidade, e já já alcançamos e pelotão de frente.
Haha torço mesmo. Mas vamos esperar os próximos capítulos. Ver se o Cárdenas vem mesmo, ver se o Ramallo desbanca algum titular do nosso ataque. Ver se nossa zaga volta a jogar futebol, ver o que fazemos com relação a essa inatividade do Amaral em campo. Na verdade ele tem desempenhado uma boa função, saí para a entrada de quem fará o próximo gol. Continue assim.
Próximo compromisso é pela Copa do Brasil, não quero nada menos que a campanha de 2010, obrigação.
Bora Vitória!
Cada Vez Maior!






